Vivemos dias rápidos (tempus fugit!), onde temos acesso a todo o tipo de informações de forma instantânea, e se já não bastasse isso, vivemos dias em que os algoritmos e uma chamada “inteligência artificial” preveem nossos comportamentos, adivinham nossas preferências e inundam nossas redes com informações, de acordo com nossos gostos pessoais.
Toda essa tecnologia “facilitou” tanto o trabalho, que pensar é um ato de bravura, e estudar é um ato de coragem, pois adquirir conhecimento tornou-se um desafio! Vivemos rodeados de especialistas em tudo, doutores do instagram e mestres em redes sociais, recomendando as maiores barbaridades possíveis, dizendo que o estudo não é importante, incendiando assim as poucas certezas que as pessoas carregam dentro de si.
Todo esse movimento gerou uma aversão ao estudo real: aquele que demanda tempo, trabalho, suor, renúncia e aplicação. Para que estudar, se tenho acesso ao ChatGPT? Para que aprender uma língua, se hoje temos tradutores instantâneos? Para que ler um livro, se posso ler um resumo? Por que me aplicar a entender a fundo minha fé, se posso confiar cegamente na minha liderança, que “é dona da verdade”?
As facilidades da vida nos fizeram “terceirizar” nossa obrigação: buscar nossas próprias respostas e chegar às conclusões por conta própria. Obviamente, precisamos ser guiados no caminho do conhecimento — e é por isso que existem os professores, os autores, os presbíteros e as demais lideranças que nos ensinam, cada um a sua maneira. Mas a descoberta cabe a cada um de nós! Precisamos chegar às nossas próprias conclusões, sem interferência deste ou daquele.
A vida é feita de erros e acertos, e nos nossos dias há uma busca incessante pela perfeição. Todos os mecanismos que estamos rodeados estão programados para promover uma perfeição inumana, um sucesso inalcançável e resultados mais teóricos do que reais.
A vida passa muito rápido! Não se permita passar por ela sem pensar por conta própria, ou pior, se apoiar no conhecimento alheio. Desconfie de quem te diz que “conhecimento é demais” ou “não precisa de estudo pra isso, ou pra aquilo”. Não existe conhecimento de mais, ou de menos. Conhecimento é conhecimento.
E você, já pensou por conta própria hoje?



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